Seguidores fakes minam investimento de marcas no Instagram

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14 de maio de 2018



Transparência nas métricas e questões ligadas a brand safety são dois temas importantes na pauta do investimento em mídia digital atualmente. No caso do retorno de investimento, lidar com fraudes e bots é um desafio para plataformas e marcas.

Em janeiro, por exemplo, matéria publicada pelo New York Times revelou um mercado clandestino de compra de seguidores nas redes sociais. Na ocasião, a empresa Devumi passou a ser investigada pela Procuradoria-Geral de Nova York por se transformar em “fábricas de seguidores”.

Nesta semana, uma pesquisa da Points North Group, publicada pelo AdAge, mostrou o percentual de seguidores fakes no Instagram entre as marcas que mais investem na plataforma. A empresa de pesquisa avaliou no mês de março a quantidade de posts versus o total de usuários que se engajaram com eles. A rede de hotéis Ritz, por exemplo, aparece como a mais impactada com um percentual de 78% de seguidores falsos em seu montante de postagens. A rede é seguida por Aquaphor e L’occitane.

O que o levantamento mostra é o ponto principal que March Pritchard, líder de marca da P&G, coloca em questão toda vez que pede mais transparências das plataformas digitais. Em agosto do ano passado, por exemplo, a P&G cancelou temporariamente os investimentos no Facebook exigindo mais transparência.

A Unilever, em fevereiro, também ameaçou retirar seus anúncios do Google e Facebook caso não houvesse maior transparência nas métricas. E a P&G está voltando a investir no YouTube após um ano por questões de brand safety.

Eric Messa, professor e coordenador do Núcleo de Inovação em Mídia Digital da FAAP, ressalta que o uso de técnicas para iludir ou maquiar métricas é cada vez mais constante.  “A compra de seguidores fakes ou o uso de bots para gerar engajamento falso são as técnicas mais comuns. É importante frisar que é perfeitamente possível utilizar plataformas de gestão de redes sociais ou ferramentas de bot sem necessariamente incidir em estratégias antiéticas. Tudo está baseado em como essas ferramentas de automatização de processos serão programadas”, lembra Messa.


“No Brasil, influenciadores digitais que tiveram um crescimento muito rápido de seguidores e publicações com baixo engajamento, são indícios de haver uma porcentagem grande de seguidores falsos em seu perfil. Porém, a fase de ingenuidade está passando. Denúncias como essa apontada pela AdAge através do estudo da Points North Group mostram que aos poucos estamos conseguindo identificar fraudes e técnicas de manipulação para inflar números e, com isso, alcançamos um nível de maturidade maior em relação ao marketing de influenciadores, o que naturalmente vai coibir tais práticas”, aponta.

Messa reforça que a surpresa que traz esse estudo é justamente ver no ranking de perfis com seguidores falsos marcas de grandes empresas como a P&G, que possui profissionais de marketing qualificados e uma grande preocupação em utilizar métricas reais e eficientes. “Ou seja, ninguém está fora do risco de ser iludido nas redes. É preciso se munir de muito conhecimento e plataformas adequadas para identificar possíveis fraudes. É válido, inclusive, questionar e entender qual metodologia e ferramentas foram utilizadas nesse estudo da Points North Group”, afirma.



Perguntas e respostas sobre o WhatsApp Business

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16 de abril de 2018





O WhatsApp Business, versão do aplicativo de mensagens do Facebook para empresas, chegou oficialmente ao Brasil. Inicialmente limitado aos usuários de Android, a ferramenta já estava disponível nos Estados Unidos, Itália, Indonésia, Reino Unido e México. De acordo com pesquisa da Mobile Ecosystem Forum (MEF) com seis mil usuários de mobile, o Brasil é o segundo maior país em uso do WhatsApp, atrás apenas da África do Sul.


Segundo relatório divulgado pela entidade, 76% dos assinantes móveis no Brasil fazem uso regular do WhatsApp. Rafael Kiso, fundador da mLabs e especialista em marketing digital, comenta que a tendência é de que a plataforma seja um canal rápido entre cliente e marca, e abrirá possíveis ações para estratégias digitais.

A versão corporativa do app, segundo seus criadores, também é gratuita e desenvolvida para atender as necessidades de uma pequena empresa. O serviço havia sido anunciado há alguns meses, quando o WhatsApp percebeu que há um tempo considerável muita gente vinha utilizando a ferramenta de comunicação para fins comerciais.

De acordo com a consultora Tatti Maeda, o Whatsapp tornou-se, antes mesmo de sua versão business, uma ferramenta utilizada em estratégias de fidelização junto ao público-alvo de pequenos e médios negócios. “Mas com a chegada do aplicativo dedicado especialmente para esses alvos, a usabilidade e recursos ofertados ajudam a tornar a relação entre empresas e audiência muito mais profissional”, diz Tatti.




Veja algumas dicas sobre o uso da versão empresarial do aplicativo:

Linha dedicada:

Tenha um nº para o Whatsapp pessoal e outro para o corporativo. Linhas diferentes para objetivos diferentes. No perfil criado para negócios é importante utilizar o logotipo da marca, o que torna a relação clara entre a empresa e os clientes. Com a conta comercial você poderá incluir endereço, descrição da sua empresa, e-mail e website.

Chatbots:

Você poderá criar mensagens que serão apresentadas quando o perfil comercial estiver ausente, ou uma mensagem de boas-vindas quando um cliente entra em contato com você. Nem sempre é possível estar conectado e poder contar com este tipo de recurso, ajuda a manter a qualidade no atendimento.

Número Fixo:

Para quem já utiliza um número de telefone fixo, e que as pessoas já estão habituadas a contactar, será possível que os clientes deixem mensagens para verificação do número cadastrado.

Segurança:

Você pode utilizar WhatsApp e WhatssApp Business em um mesmo aparelho: basta instalar as duas versões. Isso mantém mais seguro e resguardado os números que são de seu relacionamento pessoal e profissional. Sem riscos maiores de “engano” no envio de mensagens.

Etiquetas:

Você pode criar tag’s para organizar e concentrar as mensagens em grupos para que isso agilize a busca por clientes. Digamos que você tenha uma “boutique” de serviços : será bem fácil manter em grupos , para passar informações, tirar dúvidas e manter um diálogo assertivo criando confiança alta na conquista pelo cliente.


Empreendedor digital: como tirar o melhor do Stories

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9 de abril de 2018


Um levantamento da plataforma de monitoramento mLabs, mostra que o potencial de alcance orgânico do Instagram é forte se comparado a outras redes sociais. Ainda de acordo com o estudo, a função mescla elementos como interação e escassez o que aumenta o potencial de engajamento. A mLabs analisou mais de 700 mil Stories postadas por cerca de 11 mil perfis comerciais e quase 2 mil perfis pessoais no Instagram, de dezembro de 2017 a fevereiro de 2018.

Atualmente mais de 300 milhões de usuários dos 800 milhões ativos no Instagram, postam Stories dentro da plataforma. Ainda de acordo com a rede, 80% de todos os usuários seguem algum tipo de perfil comercial. E as estratégias de empresas dentro do Instagram no Brasil tendem a ser ampliadas já que, na semana passada, a plataforma lançou no Brasil a “função comprar” que permite taguear produtos em fotos e publicações. Além da função anterior, que já permitia inserir links em stories de contas comerciais.

Dentre as conclusões, está o fato de que o estudo apresentado mostra que, exceto para perfis pessoais com mais de 500 mil seguidores, contas comerciais têm um número de visualizações de Stories expressivamente maior que contas pessoais. De acordo com Mariana Cabral, especialista em Inbound Marketing e SEO da mLabs, o Stories é um formato mais interativo que outros já que “para visualizar uma história, o usuário precisa de uma ação, no caso, um clique. Além disso, ele fica em posição de destaque no Instagram. ” Mariana afirma também que o sentimento de “escassez” gerado no usuário impulsiona a necessidade de conferir a publicação rapidamente.



A importância da conta empresarial

Apesar das inúmeras vantagens das contas business (como o acesso a métricas e a possibilidade de anúncios), muitas empresas ainda utilizam perfis pessoais para fazer marketing no Instagram. Se o seu objetivo é alcançar cada vez mais o seu público no canal, considere mudar para um perfil comercial.

Qual conteúdo produzir?

Além de entender que tipo de conteúdo produzir, ter esse acervo de informações sobre o público te ajudará a entender qual é a linguagem mais adequada para aquele canal, quais são os melhores horários para postar, em quais outros canais atuar.

Atenção ao horário

Se você fizer uma busca rápida pela internet, verá uma série de repostas sobre os melhores horários para postar no Instagram. Mas o fato é que não existe uma resposta única para isso. Cada empresa tem um público na rede social e cada público se comporta de maneira diferente. Justamente por isso a única forma de saber realmente qual é o melhor horário para postar no Instagram é analisando sua própria base de seguidores.

Produções criativas e sem custos

Os Stories de contas menores, com até dez mil seguidores, têm mais views. Além de provar que não é necessário investir em megaproduções audiovisuais para ter sucesso com o formato, o número prova que as Stories funcionam perfeitamente dentro do propósito para o qual foram criadas: mostrar momentos do dia a dia, seja das empresas ou das pessoas.

Interação acima de tudo

Por trás do formato há dois pólos: empresas e pessoas (ou pessoas e pessoas). Por isso, conhecer a fundo seu público é a chave do sucesso de qualquer conteúdo em qualquer canal digital, inclusive no Instagram. Saber quais assuntos interessam, quais são as dores pessoais e profissionais, quais canais esse público utiliza no dia a dia para buscar informações, quais são seus hobbies e valores é a única forma de estabelecer uma comunicação efetiva e duradoura.

Quando usar os influenciadores digitais

De acordo com a análise, perfis pessoais com mais de 500 mil seguidores têm um percentual médio de visualizações das Stories até duas vezes maior que as outras faixas analisadas. De fato, o engajamento do público com influenciadores é expressivo, e não apenas no Instagram. Para as empresas, a parceria com influenciadores do seu nicho pode representar uma possibilidade real de chegar a um público específico de forma efetiva.


Setor de serviços lidera m-commmerce

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26 de março de 2018



Fala galera, tudo bom? Qual sua opinião sobre a venda de serviços online? Você utiliza muito esta opção? O que tens a dizer sobre a facilidade das compras pela internet? Nesta matéria iremos discutir um pouco sobre o crescimento das vendas de Serviços no Setor m-commerce. Vamos lá?

Pesquisas feitas recentemente declaram que mais de 80% dos consumidores que já fizeram compras pelo celular tiveram alguma experiência de aquisição no setor de Serviços, segundo estudo realizado pela Opinion Box, a pedido do Paypal. Desse público, 30% afirmou ter usado aplicativos como Uber ou iFood pelo menos uma vez nos últimos sete dias. A pesquisa ouviu, entre os dias 26 e 28 de fevereiro, 1.020 pessoas que, em algum momento de suas vidas, fizeram compras no mobile.



Para os usuários, a satisfação com a facilidade na experiência de consumo no setor de Serviços garantiu que o mesmo levasse o primeiro lugar entre as categorias estudadas. As demais foram Turismo e Viagens; Consumo Digital; Entretenimento; Produtos do dia-a-dia e Compras Pontuais.

Entre os fatores que levaram o segmento a capitanear esse ranking, se destacam o uso diário (33% das compras foram consideradas necessidades imediatas) e o baixo valor do tíquete médio.



Instagram e YouTube são as redes sociais estrelas das marcas

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20 de março de 2018



A presença das marcas nas redes sociais, nos últimos três anos, se tornou, praticamente, obrigatória. Não dá para não ter um canal no YouTube, um perfil no Instagram, uma fanpage no Facebook ou uma conta no Twitter. Claro que estar numa rede ou noutra depende muito do que a marca quer atingir e como se comunica. Não é mandatário estar nas quatro redes, simultaneamente. Em outros casos, é quase que exigida a aparição da marca em todas essas redes.

Em 2014, foi feito o primeiro estudo Mídias Sociais 360º, numa parceria entre a Fundação Armando Alvares Penteado (Faap) e a Socialbakers. Naquela época, a configuração das redes sociais era diferente: a plataforma social mais utilizada pelos cem principais perfis de marcas institucionais era o Facebook e as empresas ainda engatinhavam no YouTube e Instagram, com média de 16 mil inscritos e 49 mil seguidores, respectivamente, nessas redes. Três anos depois, o relatório mais recente, que contempla o último trimestre de 2017, mostra que o Facebook ainda é a rede mais utilizada pelas marcas, mas há uma tendência de queda devido ao crescimento do YouTube, cujo uso pelas marcas aumentou quase 800%, com uma média de 149 mil inscritos. O Instagram foi ainda mais longe e superou um milhão de seguidores por marca, em média, o que equivale a um crescimento de mais de 2000% ao longo desses três anos. Em relação aos segmentos analisados pelo estudo, “Marcas/Institucional” era o setor que obtinha no Facebook, ainda em 2014, maior incidência junto aos usuários, com 2,4 milhões de curtidores em média nas páginas. A categoria continuou sendo a que registra mais crescimento — cerca de 34%, em relação ao mesmo período, em 2014 —, com uma média de 3,25 milhões de curtidores no último trimestre de 2017.

“A avaliação dos três anos ajuda a firmar a área de mídias sociais e já não para afirmar que isso é só um modismo. As redes são como um canal de comunicação para as empresas. As empresas precisam, eventualmente, mudar de ideia se ainda estão reticentes quanto a isso”, afirma o professor Eric Messa, coordenador do Núcleo de Inovação em Mídia Digital (NiMD) da Faap. “Sempre fizemos uma análise entendendo que mídias são várias plataformas e as marcas precisam pensar no todo e como vão atuar. Nos últimos anos, a principal plataforma foi o Facebook. Não só em usuários, mas pensando nas empresas querendo construir relacionamento com seus consumidores. Ao longo dos últimos três anos, cresceu números de fãs e seguidores no Instagram e Twitter. Particularmente, o YouTube e o Instagram tiveram um crescimento absurdo: 800% na média de assinantes no canal das marcas no YouTube e 2.000% na média de seguidores de perfil de marcas no Instagram. Já no Facebook, a expansão foi bem abaixo disso: apenas 34%.  Porque já tinha muita gente e ainda é a plataforma com mais usuários. A análise que dá para ser feita é que as pessoas estão seguindo também as demais redes, além do Facebook, onde o excesso de presença de marca pode estar cansando o usuário”, analisa o professor.


Quando vistas separadamente, as redes têm apelos diferentes para o crescimento mais ou menos expressivo. O Facebook, por exemplo, promoveu diversas mudanças em seu algoritmo, o que desprestigiou as publicações de páginas institucionais. A despeito disso, o brasileiro continua a interagir com as marcas dentro dessa plataforma. O estudo aponta um dado expressivo: a média de interações com as marcas no Facebook cresceu 2.350%. Atualmente, são feitas mais de 700 mil interações mensais, em média, entre likes, comentários e compartilhamentos com as marcas na rede. “Isso é, possivelmente, resultado de um maior investimento no impulso de posts, entre outros fatores, como o próprio crescimento natural de usuários”, afirma Messa. Em relação à média de publicações realizadas pelas páginas, o professor chama a atenção para o fato de que as marcas experimentaram, ao fim de 2015 e início de 2016, publicar menos posts (cerca de um ou dois por dia), mas a média subiu para cerca de quatro publicações por dia, atualmente.

Num extremo, as páginas do segmento Mídia/Notícias, cujo núcleo é produção de conteúdo, realizam, aproximadamente, 45 publicações por dia. O segmento sempre foi um dos mais curtidos, juntamente com as páginas do tipo Marcas/Institucional, mesmo em tempos de fake news. Entre as páginas de Mídia/Notícias avaliadas, a média de curtidas é de 3,7 milhões. Por dia, são cerca de 88 mil interações nestas páginas (likes, comentários e compartilhamentos).

Vídeo supremo

“A supremacia do vídeo nas plataformas de redes sociais, em relação a conteúdo de texto, é a primeira e mais importante mudança que tivemos”, aponta Thiago Costa, coordenador do curso de pós-graduação em comunicação e marketing digital da Faap. Por isso mesmo, no segmento Entretenimento, entre as cem maiores páginas em números de interações no Facebook, o volume de postagens em vídeo cresceu de menos de 10%, entre 2015 e 2016, para cerca de 40% do conteúdo publicado em 2017.

No YouTube, os números são relevantes. O ano de 2014 terminou com as marcas tendo uma média de 16.598 inscritos em seus canais, número que subiu para 36.315 no ano seguinte. No final de 2016, o número de assinantes praticamente dobrou, alcançando 70.814. O ano passado, por sua vez, terminou com um total de 149.244 inscritos, ou seja, um crescimento de quase 800% em três anos. “O YouTube, trazido aos hábitos do consumidor pelo público mais jovem, que acompanha os influenciadores digitais, passou a ser uma real plataforma de mídia para as marcas, que tiveram que se adaptar a isso e gerar conteúdo em vídeo”, explica Costa. “Foi uma mudança do consumidor para as marcas, e não o contrário.

Quando o estudo Mídias Sociais 360º foi iniciado, em 2014, o Instagram não tinha a opção de postagem de vídeos. Essa ferramenta só passou a ser oferecida no segundo trimestre de 2015, o que levou as marcas a aproveitar essa funcionalidade, com bons resultados de interação com o consumidor. No início, as postagens em vídeo tinham média de 999 curtidas e 38 comentários. Já as fotos ficavam com média de 1.420 curtidas e 33 comentários. No último trimestre de 2017, os vídeos tiveram 2.448 curtidas e 71 comentários, na média. As fotos tiveram um salto de 4.448 curtidas e 67 comentários, em média. O Instagram também foi a rede que mais cresceu desde 2014. No último trimestre daquele ano, um perfil de marca tinha, em média, pouco mais de 49 mil seguidores. Em 2017, a média era de um milhão de seguidores, o que representa um aumento de mais de 2.100%. Essas mesmas marcas costumam realizar entre duas e três publicações por dia, contra a média de um post por dia em 2014. “Vê-se que houve uma alteração na gestão do conteúdo, estimulada mais uma vez por mudanças no algoritmo do Instagram. Porém, mais importante é observar a popularidade que a plataforma conquistou, o que faz acreditar que, para muitas marcas, o Instagram já é uma plataforma importante para o relacionamento com seus consumidores”, destaca Messa.



Como o YouTube constrói sua relação com as marcas

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12 de março de 2018



Em dezembro de 2017 o YouTube passava por mais uma crise relacionada à segurança das marcas,  enquanto neste momento Debbie Weinstein, diretora global de soluções do Google, foi a responsável por manter a comunicação com mercados que iam da Índia à Europa, reforçando o que a empresa estava fazendo para resolver a situação e garantindo a anunciantes os esforços da plataforma em garantir um ambiente seguro. Essa comunicação tinha por objetivo conectar as marcas e agências com os times de engenharia para desenvolver projetos específicos.

Apresentando em seu currículo a formação em relações internacionais, a executiva já foi VP de vendas (Diretora Comercial) na Viacom e cuidou, por mais de cinco anos, da área de mídia da Unilever, antes de chegar ao Google, em 2014, para liderar as relações entre o YouTube e as marcas. Em visita ao Brasil, Debbie falou sobre a dinâmica da plataforma em equilibrar as demandas das marcas e também da comunidade criadora de conteúdo. “O ecossistema do YouTube é muito delicado, precisamos criar valor para os usuários, criadores e anunciantes”, afirma Debbie.



Experiências na Viacom e Unilever

No mundo digital, os consumidores estão em meio a muita informação e, é natural que, muitas vezes, a comunicação se perca, por isso o objetivo é ter uma estratégia que extraia o melhor desse mundo. A primeira coisa é auxiliar os clientes do Google a entender como encontrar os consumidores. No fim do dia, o mais importante para uma marca é encontrar o seu público onde quer que ele esteja. A segunda é como esses clientes podem avançar em suas estratégias de comunicação.  Por último, tem a questão de performance. Como trazer mais resultados para esses clientes por meio de um melhor desempenho. 

A diferença entre cada mercado local

Existe uma combinação de elementos que acabam mudando de região para região, mas a base é a mesma. Por exemplo, o que muda muito é a questão do perfil dos mercados locais. Muda o perfil de consumo e, algumas vezes, questões relacionadas à conectividade. Além disso, o desafio é o mesmo. Desde que entrou no YouTube, em 2014 Debbie conta que teve uma experiência em vários mercados, passando por Europa, Oriente Médio, África e, garante que para sua atual função, nada muda muito a não ser ter a visão global.

O equilíbrio entre anunciantes e criadores

O ecossistema do YouTube é muito delicado, precisamos criar valor para os usuários, criadores e anunciantes. E a única forma de fazer com que isso dê certo é trabalhando de forma muito próxima e pensando como uma comunidade. Além disso, dentro do nosso ecossistema você tem fenômenos culturais e situações locais que demandam uma atenção especial. E no meio de tanto conteúdo, existe um equilíbrio entre uso de tecnologia e pessoas para fazer com que a mensagem certa encontre os usuários certos. O nosso esforço recente e investimentos neste sentido é exatamente de conectar a mensagem de forma correta. Porque no fim das contas isso cria valor para usuários e marcas. Internamente, a gente tem trabalhado muito com todas as bases de usuários seja do Google, do Maps, ou outros produtos, para promover esse encontro da mensagem com o usuário que tem relação com aquela premissa inicial de encontrar os consumidores.

O papel dos times de engenharia

Esse exemplo ilustra um pouco da riqueza de ser uma empresa de tecnologia e a importância dos times de engenharia. Ainda que, quando falemos em engenharia, pode soar um pouco distante, mas como eu disse antes, eles estão cada vez mais conectados com a solução lá na ponta. Muitos dos formatos que surgiram no Brasil nascem do contato do time comercial e das demandas que surgem aplicadas a expertise do nosso time. Essa junção é muito importante. Agora mesmo eu estava discutindo como adaptarmos o YouTube Go (o aplicativo que permite assistir a vídeos on demand foi lançado no início de fevereiro) para o Brasil. Como adaptar o formato ao País. E tudo isso foi possível por causa do time de engenharia que trabalha muito próximo.

Empresas lançam serviço de internet grátis apoiada em publicidade

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9 de março de 2018


Fala galera, tudo bom? Quem já conhece a Plataforma Navega Grátis? 

A ClickWings, empresa de mobile marketing fundada há sete anos no México, faz sua entrada no mercado brasileiro oferecendo um serviço gratuito de navegação custeada por anunciantes. Com o nome de Navega Grátis, a ferramenta consiste em um navegador mobile que oferece megabytes para que os usuários acessam redes sociais, sites, vídeos e todo tipo de conteúdo em seus Smartphone de forma gratuita. Para isso, a empresa exibe comerciais, pesquisas e outros tipos de interações de anunciantes.

Segundo dados da Anatel, ao final de janeiro, mais de 62% dos usuários de celular no Brasil utilizavam o sistema pré-pago. De olho neste grupo de pessoas – sobretudo os mais jovens – empresas do segmento mobile estão apostando nas ofertas de internet grátis apoiada por inserções publicitária.

“O foco é massificar o acesso à internet, acelerando a inclusão digital em países emergentes. Acredita-se que os públicos mais beneficiados pelo Navega Grátis serão os millenials, heavy users de internet e, geralmente, com pacotes de dados limitados”, conta Cris Velasco, sócia-fundadora e diretora de marketing da ClickWings. No Brasil, a empresa já fechou acordos com Claro, Oi e Vivo para disponibilizar o Navega Grátis nos aparelhos dessas operadoras.


Segundo Cris, a adesão ao navegador solicita apenas o número do telefone do usuário. Aqueles, no entanto, que desejarem fornecer mais dados, serão recompensados com mais megabytes para acessar a internet sem consumir o pacote de dados. A ClickWings já começou a apresentar a ferramenta aos anunciantes brasileiros. “Já temos acordos fechados com algumas adnetwork. Temos sido muito bem recebidos pelo mercado anunciante e estamos trabalhando com diversas marcas para iniciarmos as primeiras campanhas nas próximas semanas”.

A Net e a Claro também anunciaram um serviço de internet gratuita que é aberto, inclusive, para quem não é cliente das operadoras. A ferramenta, criada em parceria com a Hands, libera o acesso gratuito a rede de #NET-CLARO-WIFI por 15 minutos, após a visualização de um vídeo promocional de alguma marca parceira do projeto. A ferramenta foi testada previamente no início deste ano, tendo o Itaú como anunciante pioneiro. Por enquanto, o serviço está disponível para as redes de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Curitiba. Ainda em março, a meta é estender o projeto para todo o Brasil.

Instagram adiciona GIFs nos Stories

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20 de fevereiro de 2018



GIFs nos Stories

Nova ferramenta permite que os usuários selecione mais de 10 mil stickers, estáticos ou móveis

Em 23 de Fevereiro, o Instagram informou aos usuários dos Estados Unidos que já é possível adicionar GIFs e stickers a suas fotos e vídeos no Stories, plataforma de compartilhamento dinâmico da rede social. 

A novidade já está disponível no Brasil.

A iniciativa do Instagram reforça a proposta da rede social de combater diretamente com o Snapchat, sobretudo em busca da atenção da geração Z.

Grande variedade:

A nova ferramenta permite que os usuários selecionem mais de dez mil stickers, estáticos ou móveis. Essas imagens, assim como os GIFs, poderão ser localizados no campo de busca disponível na própria plataforma.

De acordo com especialistas no segmento digital, o fato de o Instagram incluir um dos recursos mais utilizados pelo público no Snapchat é um passo importante na briga direta com a rede social.

Estatíscas:

Dados da consultoria e Marketer mostram que, em relação ao público mais jovem (de 12 a 17 anos) o Snapchat ainda está bem à frente do Instagram. Enquanto a rede social de Mark Zuckerber possui 4,2 milhões de usuários ativos dessa faixa etária, o Snapchat já acumula 16 milhões de usuários da mesma faixa etária.

Com informações do Advertising Age

Instagram traz novo stories para marcas ao Brasil

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16 de fevereiro de 2018

Stories Coca Cola

Plataforma permitirá a publicação de até três peças de conteúdo sequencial no Stories em formato já utilizado pela Coca-Cola

O Instagram estreia dia 1ºde Fevereiro, no Brasil, um novo formato para marcas no Stories. 
O formato, que já é utilizado por Coca-Cola no México, Gap, Netflix e Paramount nos Estados Unidos, permite a publicação de até três peças de conteúdo sequenciais. No Brasil, a primeira marca a utilizar o recurso será a Renault.

Estatísticas:

De acordo com o Instagram, um terço dos Stories mais visualizados na plataforma é produzido por marcas. “Com esse conteúdo adicional surgem diversas possibilidades, como um estúdio de produção criando suspense em torno de um anúncio para seu próximo filme ou um varejista apresentando três looks diferentes com o mesmo casaco de inverno”, diz Susan Rose, diretora de marketing de produto para o Instagram.

Novo recurso:

O novo recurso entra para um grupo de outras ferramentas já oferecidas pelo Instagram como o storytelling sequencial que permite a produção de capítulos com pílulas de conteúdo que são mais fáceis de consumir. Além do stories multimídia que permite mix de fotos e vídeos para adicionar camadas e profundidade e o agrupamento temático para mostrar conteúdos da mesma categoria em uma mesma história.
O Instagram começou a oferecer formatos publicitários no Stories em janeiro do ano passado. A primeira ferramenta foi o vídeo curto com stickers e textos que simula o Snapchat. Junto à ferramenta, a plataforma implantou um sistema de visualização de métricas para perfis de marcas. O Instagram já possui mais de 250 milhões de usuários diários globais para o Stories desde seu lançamento, em agosto de 2016.

Instagram e YouTube são as estrelas da hora para as marcas

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6 de fevereiro de 2018

El Tango

Facebook continua a ser relevante, mas, para anunciantes, foi o que menos cresceu; Twitter segue como rede preferida de artistas e personalidades
A presença das marcas nas redes sociais, nos últimos três anos, se tornou, praticamente, obrigatória. Não dá para não ter um canal no YouTube, um perfil no Instagram, uma fanpage no Facebook ou uma conta no Twitter. Claro que estar numa rede ou noutra depende muito do que a marca quer atingir e como se comunica. Não é mandatário estar nas quatro redes, simultaneamente. Em outros casos, é quase que exigida a aparição da marca em todas essas redes.
Não é modismo
“A avaliação dos três anos ajuda a firmar a área de mídias sociais e já não para afirmar que isso é só um modismo. As redes são como um canal de comunicação para as empresas. As empresas precisam, eventualmente, mudar de ideia se ainda estão reticentes quanto a isso”, afirma o professor Eric Messa, coordenador do Núcleo de Inovação em Mídia Digital (NiMD) da Faap. “Sempre fizemos uma análise entendendo que mídias são várias plataformas e as marcas precisam pensar no todo e como vão atuar. Nos últimos anos, a principal plataforma foi o Facebook. Não só em usuários, mas pensando nas empresas querendo construir relacionamento com seus consumidores. Ao longo dos últimos três anos, cresceu números de fãs e seguidores no Instagram e Twitter. Particularmente, o YouTube e o Instagram tiveram um crescimento absurdo: 800% na média de assinantes no canal das marcas no YouTube e 2.000% na média de seguidores de perfil de marcas no Instagram.

Quando vistas separadamente, as redes têm apelos diferentes para o crescimento mais ou menos expressivo. O Facebook, por exemplo, promoveu diversas mudanças em seu algoritmo, o que desprestigiou as publicações de páginas institucionais. A despeito disso, o brasileiro continua a interagir com as marcas dentro dessa plataforma. O estudo aponta um dado expressivo: a média de interações com as marcas no Facebook cresceu 2.350%. Atualmente, são feitas mais de 700 mil interações mensais, em média, entre likes, comentários e compartilhamentos com as marcas na rede. “Isso é, possivelmente, resultado de um maior investimento no impulso de posts, entre outros fatores, como o próprio crescimento natural de usuários”, afirma Messa. Em relação à média de publicações realizadas pelas páginas, o professor chama a atenção para o fato de que as marcas experimentaram, ao fim de 2015 e início de 2016, publicar menos posts (cerca de um ou dois por dia), mas a média subiu para cerca de quatro publicações por dia, atualmente.
Num extremo, as páginas do segmento Mídia/Notícias, cujo núcleo é produção de conteúdo, realizam, aproximadamente, 45 publicações por dia. O segmento sempre foi um dos mais curtidos, juntamente com as páginas do tipo Marcas/Institucional, mesmo em tempos de fake news. Entre as páginas de Mídia/Notícias avaliadas, a média de curtidas é de 3,7 milhões. Por dia, são cerca de 88 mil interações nestas páginas (likes, comentários e compartilhamentos).

Vídeo supremo
“A supremacia do vídeo nas plataformas de redes sociais, em relação a conteúdo de texto, é a primeira e mais importante mudança que tivemos”, aponta Thiago Costa, coordenador do curso de pós-graduação em comunicação e marketing digital da Faap. Por isso mesmo, no segmento Entretenimento, entre as cem maiores páginas em números de interações no Facebook, o volume de postagens em vídeo cresceu de menos de 10%, entre 2015 e 2016, para cerca de 40% do conteúdo publicado em 2017.
No YouTube, os números são relevantes. O ano de 2014 terminou com as marcas tendo uma média de 16.598 inscritos em seus canais, número que subiu para 36.315 no ano seguinte. No final de 2016, o número de assinantes praticamente dobrou, alcançando 70.814. O ano passado, por sua vez, terminou com um total de 149.244 inscritos, ou seja, um crescimento de quase 800% em três anos. “O YouTube, trazido aos hábitos do consumidor pelo público mais jovem, que acompanha os influenciadores digitais, passou a ser uma real plataforma de mídia para as marcas, que tiveram que se adaptar a isso e gerar conteúdo em vídeo”, explica Costa. “Foi uma mudança do consumidor para as marcas, e não o contrário.

Quando o estudo Mídias Sociais 360º foi iniciado, em 2014, o Instagram não tinha a opção de postagem de vídeos. Essa ferramenta só passou a ser oferecida no segundo trimestre de 2015, o que levou as marcas a aproveitar essa funcionalidade, com bons resultados de interação com o consumidor. No início, as postagens em vídeo tinham média de 999 curtidas e 38 comentários. Já as fotos ficavam com média de 1.420 curtidas e 33 comentários. No último trimestre de 2017, os vídeos tiveram 2.448 curtidas e 71 comentários, na média. As fotos tiveram um salto de 4.448 curtidas e 67 comentários, em média. O Instagram também foi a rede que mais cresceu desde 2014. No último trimestre daquele ano, um perfil de marca tinha, em média, pouco mais de 49 mil seguidores. Em 2017, a média era de um milhão de seguidores, o que representa um aumento de mais de 2.100%. Essas mesmas marcas costumam realizar entre duas e três publicações por dia, contra a média de um post por dia em 2014. “Vê-se que houve uma alteração na gestão do conteúdo, estimulada mais uma vez por mudanças no algoritmo do Instagram. Porém, mais importante é observar a popularidade que a plataforma conquistou, o que faz acreditar que, para muitas marcas, o Instagram já é uma plataforma importante para o relacionamento com seus consumidores”, destaca Messa.
O Twitter segue como uma incógnita para as marcas. Apesar da média de seguidores das marcas ter crescido quase 75% nos últimos três anos, a plataforma definitivamente não alcançou a popularidade do Facebook. O perfil de uma marca no Twitter costuma ter uma média de 314 mil seguidores, número pouco expressivo se comparado ao volume do Facebook. Porém, o cenário é outro no caso de perfis de artistas e personalidades. No último trimestre de 2017, um perfil no Twitter da categoria “não marcas” tinha, em média, cerca de 3,7 milhões de seguidores, número semelhante aos dos curtidores de uma página da categoria Mídia/Notícias do Facebook.
Para Messa, o Twitter, em termos de relevância para as marcas, acabou ficando para trás no Brasil. “Ainda assim, acredito que é uma ferramenta importante para acompanhar a imagem da marca, bem como um canal tão eficiente quanto os demais para ações que envolvem influenciadores digitais, por exemplo”, diz.

YouTube lança aplicativo para assistir vídeos offline

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2 de fevereiro de 2018

YouTube Go

YouTube Go está disponível em 130 países e permite o download de vídeos do YouTube no celular, além de compartilhamento com amigos sem a necessidade de conexão com a internet

O YouTube lança nesta quinta-feira, 1, o aplicativo YouTube Go, voltado para públicos com conexão limitada. O novo aplicativo permite o download de vídeos do YouTube no celular, oferecendo acesso offline ao conteúdo e a possibilidade de compartilhamento com amigos sem a necessidade de conexão com a internet.
Lançado em 2017 na Índia com objetivo de expandir o alcance da plataforma de vídeos, o YouTube Go agora está disponível em 130 países, incluindo o Brasil, apenas para dispositivos Android. Não há previsão para a chegada na Apple Store.
Todo o conteúdo da plataforma estará disponível para download, com exceção de música por questões de direitos autorais. O YouTube Go não será uma versão light do aplicativo padrão do YouTube, mas uma opção extra para quem tem conexão limitada e aparelhos com menor capacidade de processamento.

 

As mudanças no Facebook e o marketing de influência

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30 de janeiro de 2018

 El Tango

Alcance maior de usuários na plataforma pode dar mais atenção aos influenciadores

Na segunda semana de janeiro, Mark Zuckerberg trouxe um novo desafio para marcas e veículos de mídia que utilizam o Facebook para se comunicarem com seus consumidores: a rede social passou a dar  prioridade à publicações de amigos e famílias dos usuários em detrimentos de páginas de empresas no feed de notícias.

A novidade, apesar de representar uma perda de alcance para muitos, abriu portas para um grupo que ainda não faz uso tão constante da rede: os influenciadores. Normalmente adjetivados como youtubers ou instagramers, os criadores de conteúdo há muito fazem sucesso nas redes sociais. No entanto, o Facebook, apesar de ter mais de dois bilhões de usuários, não é tão relevante para seus seguidores quanto às demais redes sociais como o YouTube, o Instagram e o Twitter. Muitos criam uma página oficial na plataforma para ganhar o título de Figura Pública no Instagram, rede da qual o Facebook é dono desde 2012.
Esses fatores, para Fabio Utumi, cofundador e diretor executivo da IQ Agenciamento, fazem com que muitos deles não tenham familiaridade suficiente para interagir com a plataforma. “O Facebook é uma plataforma gigantesca, que ainda é bastante subutilizada por alguns influenciadores. Muitos deles ainda sequer atingiram uma maturidade na interação com a plataforma, principalmente aqueles que se tornaram conhecidos em outras redes sociais”, declara.
Ainda assim, segundo Utumi, o anúncio de Zuckerberg pode permitir que os criadores cresçam na plataforma e tenham uma relação ainda mais estreita com as agências e anunciantes que poderão contar com o alcance maior dessas personalidades para divulgar seus produtos e serviços. Já que, como Carlos Tristan, CMO e cofundador da Squid, aponta, a preferência das marcas quando procuram influenciadores para campanhas ainda é por conteúdo patrocinado no Instagram seguido pelo YouTube.
“Teremos um menor congestionamento de postagens de empresas de mídia, tornando nossa navegação mais limpa no sentido de acompanharmos somente postagens de pessoas que admiramos”, explica Gian Barbera, COO da iFruit.


Autenticidade e inovação

Para essa nova era do Facebook, os princípios para colaborar com os creators segue o mesmo que vem sendo discutido na publicidade nos últimos anos: co-criação. “A estrela principal é sempre o influenciador dentro do contato com seguidores”, diz Barbera. O executivo defende que quanto mais orgânica, integrada e sutil a comunicação estiver, mais engajada e verdadeira será a campanha.

Utumi explica que é fundamental que as agências e anunciantes estejam em contato com o protagonista da campanha, pois é ele quem conhece seus seguidores e sabe como atingi-los da maneira certa. “Tanto as agências como as marcas estão, cada vez mais, entendendo o tamanho da importância dos influenciadores em suas campanhas, como também estão dando abertura para que os criadores auxiliem na criação dessas campanhas. É de total interesse do influenciador que a campanha funcione para a marca, da mesma forma que é fundamental que a marca tenha simetria com o discurso pregado pelo influenciador em seus conteúdos, para que haja credibilidade naquela ação”, diz.

“É de total interesse do influenciador que a campanha funcione para a marca, da mesma forma que é fundamental que a marca tenha simetria com o discurso pregado pelo influenciador”, diz Fabio Utumi, cofundador e diretor executivo IQ Agenciamento

Tanto Utimi e Barbera acreditam que a um dos formatos mais atrativos para trabalhar com os influenciadores é o vídeo. Enquanto o diretor executivo da iFruit aposta em vídeos bem produzidos e diferentes, Barbera acredita que o formato “Live” da plataforma traz dois resultados satisfatórios: é inovador e gera diálogo.
Por outro lado, o CMO da Squid, não crê que o apelo pelo audiovisual seja tão grande na plataforma. Junto com as publicações de marcas e veículos de mídia, o Facebook também incluiu os vídeos quando optou por dar prioridade a publicações dos usuários. Mais anteriormente, em janeiro, a plataforma anunciou que favoreceria aos vídeos longos. “O Instagram é a rede social mais visual, onde as pessoas buscam por imagens e conteúdos inspiradores. No YouTube, os conteúdos são mais longos, tutoriais, vídeos explicativos, entre outros conteúdos super relevantes. Já o Facebook tem uma proposta diferente, é a rede social que todos estão conectados, o apelo visual é menor, mas a demanda e procura por conteúdos é muito alta”, afirma.


Menores, interativos e engajados

Os executivos indicam a colaboração com influenciadores de nicho para atingir uma audiência qualificada. “Percebemos que mensagens mais técnicas são transmitidas com mais sucesso no Facebook. Já fizemos uma campanha com caminhoneiros que precisavam transmitir informações bem específicas sobre o nicho. Temos também outro case sobre assistência técnica e troca de peças de eletrodomésticos”, exemplifica Tristan. “A expertise do influenciador sobre o que funciona para sua audiência é fundamental para que o cliente atinja seus objetivos, utilizando-se daquele criador de conteúdo”, completa Utimi.

Para Barbera, é o engajamento que deve definir o tipo de influenciador com quem trabalhar. Ele recomenda que as agências e anunciantes colaborem com influenciadores e temas que gerem diálogo e interação na rede social. “Não existe uma formula do sucesso, mas alguns perfis de bastante relevância e sucesso são aqueles que provocam algum tipo de debate em temas que tragam as pessoas algum tipo de conhecimento e aprendizado ou também que apoiam uma determinada causa”, afirma.

Na busca por engajamento, também estão os microinfluenciadores que, apesar de ter um número de seguidores menor, tem maior engajamento, conforme comprovado em pesquisa realizada com pelo youPix, GfK e Airstrip que aponta que os criadores de conteúdo com 400 a 500 seguidores geram engajamento de 7,8% de sua base, enquanto aqueles que tem 900 mil e 1,1 milhão engajam somente 1,8% da sua base.

Independentemente do número de seguidores e assunto por qual o criador de conteúdo é reconhecido, os executivos concordam que o influenciador deve ser autêntico e seguir uma estratégia em sua página. “É muito importante que o criador de conteúdo tenha uma estratégia clara de atuação em cada rede social, que obviamente deve sofrer atualizações durante o ano de acordo com os resultados obtidos. A estratégia não deve ser engessada, e pode ser atualizada de tempos em tempos. Mas é importantíssimo ter uma, o que nem sempre acontece”, declara Fábio Utumi.



YouTube cria novas regras para monetização

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26 de janeiro de 2018

Monetização no You Tube
Hora exibida de vídeo e número minimo de inscritos no canal passam a ser parâmetros para a monetização (Foto: Denise Tadei)

Alegando a intenção de proteger empresas, o Google anunciou, nesta terça-feira, 16 de Janeiro, novas medidas para monetização no YouTube. Após pressões de agências e marcas para impedir que vídeos publicitários apareçam ao lado de conteúdo violento ou impróprio, a empresa propõe um novo recorte para credenciar produtores de conteúdo à monetização.

Em carta aberta, ainda na terça-feira, 16, Paul Muret, VP de display, vídeo & analytics do Google, reconhece que o ano de 2017 foi desafiador para a plataforma, mas o principal objetivo é “proteger usuários, anunciantes e criadores certificando-se de que o YouTube não seja um lugar que possa ser cooptado por atores ruins. Após uma cuidadosa consideração e conversações prolongadas com anunciantes e criadores, estamos fazendo grandes mudanças no processo que determina quais canais podem exibir anúncios no YouTube.”

A partir de agora, segundo Muret, o novo parâmetro para que canais novos integrem o Programa de Parcerias do YouTube será o mínimo de mil inscritos e quatro mil horas de visualização nos últimos 12 meses em vídeos postados. Já para os canais existentes, as novas diretrizes passam a valer a partir de 20 de fevereiro de 2018. O Google alerta que quem não cumprir os requisitos terá 30 dias para atingir a meta ou perderá a monetização.

Os desafios que enfrentamos em 2017 nos ajudaram a fazer mudanças duras, mas necessárias, em 2018. 

“O tamanho sozinho não é suficiente para determinar se um canal é adequado para publicidade. Nós acompanharemos de perto os sinais como ataques de comunidade, spam e outros alertas de abuso para garantir que eles cumpram nossas políticas. Ambos os canais YPP novos e existentes serão automaticamente avaliados sob este critério rígido”, diz Muret.

Muret relembrou que, no ano passado, o Google já havia criado novas regras para proteger os anunciantes de conteúdo impróprio. “Sabemos que precisamos fazer mais para garantir que seus anúncios funcionem ao lado de conteúdo que reflita seus valores. Como mencionamos em dezembro, precisávamos de uma nova abordagem para anunciar no YouTube”, escreve.

Outras mudanças serão feitas no Google Preferred para que ele não ofereça apenas o conteúdo mais popular no YouTube, mas também o mais procurado. “Criamos o Google Preferred para superar os canais mais interessantes do YouTube e para ajudar nossos clientes a alcançarem facilmente o público mais apaixonado. Os canais incluídos no Google Preferred serão revisados manualmente e os anúncios só serão exibidos em vídeos que foram verificados para atender às nossas diretrizes favoráveis ao anúncio”, afirmou.

Por fim, ele comunicou que o Google começou a trabalhar com fornecedores confiáveis para fornecer relatórios de segurança de marcas de terceiros no YouTube. “Estamos atualmente em uma versão beta com a Integral Ad Science (IAS) e estamos planejando iniciar um beta com o DoubleVerify em breve. Também estamos explorando parcerias com OpenSlate, ComScore e Moat e estamos ansiosos para expandir nossas ofertas de medição de terceiros ao longo do ano”, escreveu.

Prêmio Multishow inaugura categoria para web e patrocinador

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19 de janeiro de 2018



É nítida a mudança do Multishow em direção digital. Colecionando projetos como o “Só pra parodiar”, com o youtuber Mr. Poladoful, o TVZ com participação dos usuários do Musical.ly e, mais recentemente, com as ativações do programa Lady Night exclusivas para as redes sociais, o canal da Globosat tem encontrado alternativas para chamar o público alvo que hoje se encontra disperso entre aplicativos para a programação voltada ao humor e interação com os telespectadores. Adicionado a essa combinação, a 24ª edição do Prêmio Multishow ganhou uma nova categoria a parte das seis existentes: melhor cover da web.A categoria, segundo Tatiana Costa, diretora de programação e novas mídias do Multishow, foi criada para integrar essas duas telas. “É um dos assuntos mais bombados na web e abre espaço para novos artistas”, explica. A vencedora entre Ana Gabriela, Gabi Luthai, Luisa Sonza, Mari Nolasco e Thayná Bittencourt será anunciada primeiro nas transmissões multitelas que o veículo prepara para esse ano e apresentará seu cover indicado em conjunto com o artista original da música.O outro prêmio estreante na programação do evento é patrocinado pela Fiat, que premiará um dos novos artistas que se destacaram esse ano (Anavitória, Arthur Aguiar, Iza, Pabllo Vittar e Gustavo Mioto) com a categoria “Fiat Argo Experimente”. Além da marca de carros,  Sprite e iFood marcam presença no Prêmio Multishow, esta última com uma ação de merchandising feita por Tatá Werneck durante a apresentação. As ações foram pensadas em parceria com a VIU, unidade de negócios digitais da Globosat.

Além das categorias, a edição terá também  uma nova estratégia de transmissão, consolidada com a cobertura do Rock In Rio deste ano. Neste ano, a cobertura conta com um “esquenta” ao vivo no canal Música Multishow no YouTube e será apresentada por influenciadores digitais, que participarão de entrevistas e brincadeiras com os músicos no evento. Em seguida, Gretchen e Gominho assumem a live nos bastidores do Prêmio, cobrindo o palco e entrevistando artistas.“Percebemos que os jovens vieram para o linear e precisamos entender os hábitos dos públicos que estão nessas plataformas. O Multishow vai muito além de um canal de televisão: é uma marca que está em todos os lugares e a qualquer momento. É muito legal pode multiplicar essa história e o resultado do Rock In Rio só coroou um trabalho que a gente vem fazendo ao longo dos anos”, declara Tatiana.Mais uma vez o Prêmio Multishow conta com a apresentação de Fábio Porchat e Tatá Werneck. Entre as categorias, oito delas estão disponíveis para votação popular no site do canal (Melhor Cantor; Melhor Cantora; Melhor Grupo; Melhor Show; Melhor Música; Melhor Música Chiclete; Fiat Argo Experimente e Melhor Cover da Web). Já as demais categorias (Disco/Melhor Capa; Disco/Melhor Produtor; Disco/Melhor Gravação; Clipe/Melhor Direção; Revelação; Canção do Ano e​ Melhor Disco) serão avaliadas por um Superjuri composto por por aproximadamente 100 especialistas em música, entre jornalistas, críticos, músicos e profissionais da indústria fonográfica. O resultado das três últimas categorias será exibido num debate ao vivo, durante a premiação, com transmissão pelo Canal BIS e site do Multishow.


As metamorfoses vividas pelo Instagram

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16 de janeiro de 2018



Desde agosto de 2016, o Instagram deixou de ser um aplicativo com vocação para imagens para focar-se em conteúdo efêmero e vídeo ao vivo. Desde então, a dinâmica de transformação, lançamento de ferramentas e teste de formatos foi intensa para a empresa de propriedade do Facebook.

Em setembro de 2017, por exemplo, o app chegou a 800 milhões de usuários ativos por mês e 500 milhões por dia. Foi ele um dos responsáveis pelas dificuldades do Snapchat, que trouxe o formato original de conteúdo efêmero, em manter sua base de usuários em crescimento.

A efemeridade desses formatos dá um senso de foco ao usuário. “A atenção dele está apenas ali mesmo que por poucos segundos. Isso vem quase como um antídoto à dispersão causada pelo excesso de conteúdo na linha do tempo da maioria das redes sociais”.


Veja algumas mudanças recentes que modificou o formato do Instagram:

Novembro

Recurso para criar Stories e salvar publicações pela web do celular;
O usuário passou a ter uma nova maneira de compartilhar histórias e salvar suas publicações favoritas: acessando o instagram.com a partir do seu celular.

Recurso para solicitar a participação em um Live;
O usuário que está transmitindo um vídeo ao vivo passou a visualizar as solicitações de amigos que desejam participar ao tocar no novo ícone com dois rostos sorridentes. Nele, um número em vermelho mostra a quantidade de solicitações.

Outubro

Enquete para Instagram Stories;
As enquetes interativas no Instagram Stories permitem fazer uma pergunta e acompanhar os resultados dos seguidores à medida que eles votam. A interação acontece diretamente por meio do Instagram Stories. Recurso que permite que usuários façam transmissões ao vivo acompanhados de um amigo.

Agosto

Formato ao vivo com duas pessoas;
O Instagram inicia o teste de um novo formato ao vivo que permite às pessoas adicionarem amigos à transmissão. Com essa atualização, as pessoas podem adicionar um convidado para interagir ao vivo enquanto seus espectadores curtem e comentam, acompanhando a transmissão


 
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